Coisas de uma contadora de histórias


27/02/2005


Guignard _ Ouro Preto

Escrito por Márcia Rodrigues às 11:10:07
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21/02/2005


Hentrique Boese _ Sem título

Existem dias em que me sinto abstrata.

Vaidade

Sonho que sou a Poetisa eleita,
Aquela que diz tudo e tudo sabe,
Que tem a inspiração pura e perfeita,
Que reúne num verso a imensidade!

Sonho que um verso meu tem claridade
Para encher todo o mundo! E que deleita
Mesmo aqueles que morrem de saudade!
Mesmo os de alma profunda e insatisfeita!

Sonho que sou Alguém cá neste mundo...
Aquela de saber vasto e profundo,
Aos pés de quem a terra anda curvada!

E quando mais no céu eu vou sonhando,
E quando mais no alto ando voando,
Acordo do meu sonho...

                                E não sou nada!...

                                                       Florbela Espanca

Escrito por Márcia Rodrigues às 10:08:02
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16/02/2005


Chagall _ Madonna

Escrito por Márcia Rodrigues às 12:56:45
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O texto que está no livro.

Olimpíadas da vida.

 

 

Desde criança, cresci pensando em casar, ter filhos, constituir uma família, essas coisas que mães ensinam pra gente. Assim, fui criada!O tal príncipe encantado apareceu na faculdade: alto, bonitão, bem falante e tinha um bom emprego. Logo me lembrei de minha mãe dizendo que marido bom tinha que ganhar bem. Ah! Achei o meu!...

E com vinte e quatro anos resolvi dar início aos jogos da minha vida, correr atrás do podium. O casamento foi aquela coisa: medalha de ouro! Vestido branco, convidados, casa novinha, briga de madrinhas pra resolver qual a cor do vestido, mãe que reclama, sogra que não deixa tirar a roupa do príncipe do armário. Tudo normal, mas nada de festa. Sem este gasto, que é o maior, compramos um velho carro, o passaporte para a lua de mel. Evidente que seria no “ginásio” do meu irmão na Praia Grande. Sempre achei que lua de mel fosse feita de uma olimpíada de transas, a exemplo do primeiro dia: treino no café da manhã, no almoço, no jantar e, claro, na hora de dormir, pra dar aquele soninho! Mas estava enganada: no segundo e terceiro dia, treino só antes de dormir; no quarto dia, ficou no aquecimento; no quinto nem aquecimento; no sexto, bandeiras tremularam e o pré-olímpico foi encerrado.

Quando voltamos, até nos sentíamos animados. Os treinos continuavam, mas raramente durante o dia, só mesmo antes de dormir. Como adulta, entendia o duro do dia, do trânsito e a vida ia seguindo; digo, os treinos.Até que um dia resolvemos ter filhos. Ah! Como me animei, agora seria diário. Sabe aquela coisa rápida de dever cumprido? Então!...Veio o primeiro filho. Ali aprendi a multiplicar o amor e não dividir, assim o bebê chorava de noite e dormia de dia e eu, dispensada do treino...

Já quase enferrujava quando deu a vontade do segundo filho. _ Oba! Treino!Meio fora de forma, eu me dedicava profundamente aos alongamentos e maratonas, mas não corríamos nem dois quilômetros... Que dirá 42,195 m! Nadava cem metros livres, e chegava sempre em segundo lugar ou às vezes morria na praia. Manobras sobre o cavalo?  Nem pensar. A ginástica era olímpica mesmo, de solo, rápido e cheio de pulos.

E o segundo bebê chegou. Agora o salto mortal era duplo. De longe o treinador assistia às evoluções. Gol?  Só se fosse a partir da marca do pênalti. Nunca havia prorrogação: o juiz apitava e o chute era único e certeiro. A vitória só dele, nunca dava empate.Sempre que subíamos ao ringue, os golpes estavam mais pra boxe do que pra jiu-jitsu. E assim, comecei a treinar levantamento de peso e me senti a maior competidora de fitness.

Com o podium cada vez mais distante, os filhos cresceram, os treinos passaram a ser bimestrais e os sonhos foram arremessados como discos.Mesmo desolada resolvi participar do mundialito, agora queria treinar salto com vara, ser boa de corrida e impulso. Claro que não contei pra ninguém, treinava sempre às escondidas. Os treinos nunca eram satisfatórios: as varas quebravam com facilidade e os treinos não eram constantes. Não demorou muito pra que eu desistisse.

Então voltei aos treinos bimestrais na esperança de ser convocada para os jogos abertos, mas por intuição, melhor mesmo seria praticar Yoga.

 

Escrito por Márcia Rodrigues às 12:42:02
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13/02/2005


Eis o meu livro _ Estas histórias.

Escrito por Márcia Rodrigues às 15:34:31
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Minhas histórias.

 

Depois de dois anos no laboratório de literatura, finalmente uma verba pra confecção de um livro de crônicas dos alunos que freqüentam as duas oficinas. Por causa disso cheguei ao museu uma hora antes do encontro marcado. Nele seria decidido o lançamento do nosso livro.

A professora do outro horário e alguns de seus alunos eram os responsáveis pela organização da festa. Ela chegou no horário combinado trazendo o livro, que eu ainda não tinha visto. Depois das apresentações e cumprimentos, ela nos mostrou. De mão em mão, todos sorriam. Timidamente! Cada um abria na sua página. Quando chegou a minha vez, mal li três linhas e tiraram de mim.

Que reunião chata e longa! Nada se decidia. A simplicidade de uma turma contra o requinte da outra. Uma festa composta de pessoas distintas e ao mesmo tempo idênticas. Impossível combinar pernil com canapés.

Estas histórias foram esquecidas por alguns momentos. Sobre a mesa o verniz da capa brilhava na direção dos meus olhos. Bem que ela poderia deixar eu segurar.

Entre a discussão sobre vinhos e cervejas, pensava em como tê-lo em minhas mãos. Só queria cuidar dele. Protegê-lo! Tinha que achar um jeito. Nos prós e contras, falava por falar. Na verdade só queria o livro.

_ Está certo então: Canapés, vinho e nada de doces.

Ai... Ai... Ai... Ai... Ai... Festa sem doce?

_ Nada de copos de plásticos, o vinho deve ser servido em taças. Toalhas da mesma cor.

E eu lá queria saber de vinhos? De toalhas?

_ Quanto às fotos, podem deixar por minha conta. Também tenho um blog onde todos terão acesso. Assim não teremos despesas com revelações.

A reunião se estendia, e não encontrava um meio de pegar o bendito. E ainda ganhamos uma bronca oficial sobre o barulho da nossa última festa. Silenciosamente ouvi. Haja!...

Acho que sou uma fotografa barulhenta. Mas naquele momento nada era mais importante que aquele aglomerado de papel. E as mulheres falavam e falavam, mil vezes a mesma coisa, só que de formas diferentes.

De ponta cabeça via os traços finos do desenho. Tão delicado, contra o branco da frente, o preto, o que dava um tom de sofisticação. Meu sonho agora tinha nome, capa, orelhas e páginas. Páginas numeradas! Na 67 e 68 as palavras que saíram da minha cabeça, o texto que escrevi.  Certo que “a expectativa não deve ser a de revelar escritores ou futuras páginas dos livros de História da Literatura Brasileira”. Mas era a minha crônica. Registrada! Impressa! Isso ninguém poderia negar.

_ Precisamos fazer um convite pra circular entre os alunos.

Eis a minha chance. Talvez agradando a mulher...

_ Se eu puder levar pra casa, fotografo, faço o e-mail e envio pra todos. Claro que com a sua prévia aprovação.

Foram segundos de suspense.

_ Está certo, pode levar.

_ Yes, yes!  Vibrei! Agora eu concordava com tudo. Canapés? Claro. Quer caviar? Pode também. Nada de doces? Nada de doces. Quer taças de cristal?... Nada mais importava. Tudo o que mais queria, tinha nas mãos.

A reunião acabou e nem sei direito o que foi resolvido. O importante agora era chegar em casa e poder ler o livro inteiro.

Mas entre a leitura e o meu sossego tinha o jantar. Depois de servi-lo, consegui fugir pro silêncio do meu quarto.

Com o maior cuidado folheei as páginas beges do meu livro. O meu tesouro! Com ele em mãos, meus olhos procuravam na prateleira o lugar digno de um rei. Tenho que achar uma posição de destaque, talvez faça uma prateleira nova. Também poderia deixá-lo na mesa da sala e convidar um a um dos meus amigos. A vontade que sentia era de abrir a janela e gritar pro mundo que aquele livro era meu. Só meu! No entanto, chorei baixinho.

É, mas precisava conferir se não havia um erro sequer. Nada poderia estar errado. Li e reli o meu texto mil vezes. Nenhum erro. Perfeito! Era mesmo a minha glória literária.

Hora de dormir, no criado-mudo ele velaria pelo meu sono. Que sono?

Ah! Estas histórias! Pela porta entreaberta da Elisete eu sentia o cheiro da galinha da Celisa misturado aos pães da Bel. Agora só tinha que dormir e acordar no dia do lançamento, que seria de canapés sem doces.

Escrito por Márcia Rodrigues às 15:27:39
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10/02/2005


Di Cavalcanti _ Beijo

Escrito por Márcia Rodrigues às 13:22:35
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NEM TUDO É FÁCIL... (Cecília Meirelles)

É difícil fazer alguém feliz,
assim como é fácil fazer triste.
É difícil dizer eu te amo,
assim como é fácil não dizer nada.

É difícil ser fiel,
assim como é fácil se aventurar.
É difícil valorizar um amor,
assim como é fácil perdê-lo para sempre.
É difícil agradecer pelo dia de hoje,
assim como é fácil viver mais um dia.
É difícil enxergar o que a vida traz de bom,
assim como é fácil fechar os olhos
e atravessar a rua.
É difícil se convencer de que se é feliz,
assim como é fácil achar que sempre falta algo.
É difícil fazer alguém sorrir,
assim como é fácil fazer chorar.
É difícil colocar-se no lugar de alguém,
assim como é fácil olhar para o próprio umbigo.

É difícil pedir perdão?
Mas quem disse que é fácil ser perdoado?
Se alguém errou com você, perdoa-o...
É difícil perdoar?

Mas quem disse que é fácil se arrepender?
Se você sente algo, diga...É difícil se abrir?

Mas quem disse que é fácil encontrar
alguém que queira escutar?
Se alguém reclama de você, ouça...
É difícil ouvir certas coisas?
Mas quem disse que é fácil ouvir você?!

Se alguém te ama, ame-o...
É difícil entregar-se?
Mas quem disse que é fácil ser feliz?
Nem tudo é fácil na vida...

Mas, com certeza, nada é impossível...
Precisamos acreditar, ter fé e lutar
para que não apenas sonhemos,
mas também tornemos todos estes desejos,
realidade !

Escrito por Márcia Rodrigues às 13:21:55
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08/02/2005


Salvador Dalí _ Persistência da Memória

Escrito por Márcia Rodrigues às 23:54:03
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Nos limites da paixão.

 

Quando me entregou o convite disse que se tratava de uma comemoração religiosa, que era comum a todos os anos e fazia questão da minha presença. Achei meio esquisito. Uma festa pra crianças e deveria levar um prato de doces, especificamente duzentos brigadeiros. Como vinha de uma das mães que conhecia da porta da escola, aceitei. Pelo carro e roupas que usava, não parecia precisar dos doces, tinha uma vida, aparentemente, boa.

Não era fácil preencher as tardes de domingo. Nesta época tinha os filhos pequenos e tudo que pudesse garantir a sesta tranqüila do meu marido era bem-vindo.

No dia marcado, minha amiga, toda de branco, descalça e sem maquiagem, recepcionava os convidados. Recebia os doces e agradecia. Um salão no fundo do quintal de sua casa. Não tinha cadeiras, nem balões, só duas mesas forradas com toalhas brancas. Sobre uma delas um altarzinho com dois santinhos. Estranhamente, idênticos.  Tudo parecia natural, as crianças gritavam e corriam pra lá e pra cá e as mães cuidadosas corriam atrás. Num canto uma pilha de saquinhos com pirulitos, balas e chicletes. Do outro lado um círculo no chão feito de giz, com uma marcação de três estrelas.

Mesmo com muito barulho ouvi palmas e não entendi quando, em cada estrela, colocaram uma vela, acesa. Um tambor batia no compasso de candomblé. Dentro do circulo minha amiga girava, meio curvada e com as mãos pra trás.

_ O que é isso?

_ É sina! Recebe esses espíritos, como se fosse um pagamento por tudo de bom que ela tem na vida. É um privilégio!

_Privilégio?

E veio o primeiro. Agora ela falava feito uma criança de três anos, de chupeta na boca babava e apontava pros meus brigadeiros. Logo a bandeja foi levada até ele ou ela e sem parar comia um atrás do outro. Malandro! Passei a manhã toda enrolando os docinhos. Pra isso que ela me convidou?

Meio assustada com aquela confusão vi uma fila de crianças se formando, meus filhos eram os primeiros. Aquele moleque babão, com as mãos imundas de chocolate, abençoava cada uma delas. Uma das mulheres parecia ser a responsável pelo marketing dos espíritos, organizava as filas e explicava o que poderíamos lucrar na consulta.

_ Quantos ela costuma receber?

_ Muitos. Mas nem todos no mesmo dia.

Meu Deus! Não demorou muito, veio... Um tal de tranca-rua. Agora réstias de alho, pimentas e sal grosso estavam dentro do circulo. Será que ela vai comer?

Não. Cada um que abençoava, presenteava com um pouco de cada ingrediente.

_ Vai lá. Tranca-rua protege a casa de roubos e invasões.

Meus filhos corriam e brincavam e eu, apavorada, nem me mexia.

O terceiro espírito era de uma mulher que gargalhava sem classe. Batons, perfumes e sabonetes foram colocados no circulo. Será a pomba-gira? Não, era uma tal de Severina, mulher de muitos homens que ainda penava no mundo das trevas pagando seus crimes. Matou cada um que se deitou com ela. Sabia tudo deles. Pelo salão, andava e fumava um charuto fedido. Agora a fila era de mulheres.

_ O que está esperando? Ela pode ter a solução pros teus problemas.

Escrito por Márcia Rodrigues às 23:32:25
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Já que estava ali, não custava nada. Por que não? Mas pra qual dos meus problemas pediria solução? Talvez pudesse me esclarecer porque meu marido trabalhava tanto, chegava tão tarde e me dava pouca atenção.

Procurei ser a última da fila, disfarçava tentando segurar as crianças. Mas minha vez chegou:

_ Por que meu marido anda tão distante?

_ Ah! Minha filha! (disse segurando a minha mão). Uma dona fez um trabalho e senão desmanchar, ele vai correr pros braços dela. Ofereça a Pomba-gira: uma roupa debaixo, uma bebida boa, muitas rosas e velas vermelhas. O despacho tem que ser feito de sexta-feira, à meia-noite, numa encruzilhada que nunca mais poderá passar. Não esqueça, reze enquanto acender as velas. Todas devem ficar acesas! Todas!

Ao me levantar ela tirou um colar do pescoço e me deu.

_ Isso é pra pendurar na cama. Afastará de vez os maus espíritos.

E agora? Fazer o despacho ou não? Acreditar? E este colar? Quando saímos cada um dos meus filhos ganhou um saco de doces. E todas me invejavam por ter ganhado um presente de um dos espíritos mais elevados. Era o que elas diziam. Espírito elevado? Depois de matar um monte de homens? Essa mulher poderia mesmo me ajudar ou me azarar de vez?

Ao chegar em casa, pendurei o colar na cama e passei a semana atormentada.

O que fazer? Como fazer? Contar ao meu marido? Por que não?

Quando comentei, ele me confortou dizendo que fizesse o melhor pra mim, que nessas coisas femininas não interferiria e que ainda me ajudaria. Deixou por minha conta.

Na sexta-feira pela manhã, resolvi que cumpriria o despacho. Melhor não ficar na dúvida. Comprei as tais roupas, muitas rosas, uma garrafa de champanhe e uma dúzia de velas vermelhas. Ainda bem que ela não me pediu uma galinha preta. Mas se tivesse pedido, daria um jeito de levar.

Quase meia-noite...  No porta-malas do carro os ingredientes do trabalho, no banco de trás as crianças dormiam tranqüilamente. Saímos à procura de uma encruzilhada. A noite era clara e fazia frio. Num bairro residencial, escolhemos uma rua plana. Parecia seguro. Meu marido parou o carro e ficou espreitando de longe.

Como uma ladra, caminhava olhando pra todos os lados, apressada e com muito medo. Bem no centro da encruzilhada ajeitei as flores e as roupas numa gamela de barro, em outra acendia as velas e colocava com cuidado. O champanhe em pé dividia as oferendas.

Logo uma luz se acendeu.

_ Macumbeira! Macumbeira!

_ Macumbeira é a mãe. (resmunguei baixinho)

Nisso passou um carro bem devagar. E se fosse alguém conhecido? Abaixei a cabeça e continuei acendendo as velas...

_ Sarava irmã!

_ Sarava irmão!

Que situação! O que estava fazendo? Com certeza perdi a razão! Tudo isso pra manter um homem ao meu lado? O que mais eu seria capaz de fazer? Esqueci de rezar, mas acendi todas as velas. Será que isso vai dar certo?

De volta pra casa e em silêncio, chorei minha ignorância e medo.

Se a macumba deu certo ou não, não sei. Só sei que vou fazer vinte e quatro anos de casada com o mesmo homem.

Escrito por Márcia Rodrigues às 23:30:59
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07/02/2005


Tarsila do Amaral _ Carnaval em Madureira

Escrito por Márcia Rodrigues às 09:26:05
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06/02/2005


Miró_ Carnaval

Escrito por Márcia Rodrigues às 17:07:43
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05/02/2005


A música foi um presente _ My Immortal

Escrito por Márcia Rodrigues às 10:32:46
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Picasso _ Carnaval

Escrito por Márcia Rodrigues às 10:31:23
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04/02/2005


Marcio Melo _ Maracatu

Escrito por Márcia Rodrigues às 07:32:48
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03/02/2005


Marcio Melo _ Frevo

Escrito por Márcia Rodrigues às 08:03:49
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